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Blog Cinema

E o Oscar vai para… Parte 1

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Antes de tudo eu preciso dar uma explicação de porque o blog ficou tanto tempo em hiatus. A verdade é que 2019 foi uma montanha russa daquelas insanas. Tive um problema familiar muito sério que mexeu com minhas estruturas psicológicas e abalou muito os planos para o blog. Não gosto de dar desculpas, mas a real é que eu me sentia tão lixo e tão pra baixo que eu simplesmente não conseguia produzir nada decente. Agora as coisas estão entrando nos eixos com o auxílio de pessoas queridas, terapia e inspirações. E nada melhor do que retomar um projeto do que com um assunto que eu amo tanto: cinema! Pega a pipoca e vem ler!

Eu tinha prometido para mim mesma que, antes do Oscar ir pro ar, eu assistiria pelo menos os indicados para o Melhor Filme. E foram nove indicados! Confesso que como estou meio reclusa (vide nota anterior) não foi difícil encontrar ânimo para ficar dentro de casa consumindo cinema. Na real essas “férias” (síndica lá tira férias?) foram bem produtivas no quesito cinema.

E os indicados são:

CORINGA

Sinopse: Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) trabalha como palhaço para uma agência de talentos e, toda semana, precisa comparecer a uma agente social, devido aos seus conhecidos problemas mentais. Após ser demitido, Fleck reage mal à gozação de três homens em pleno metrô e os mata. Os assassinatos iniciam um movimento popular contra a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne (Brett Cullen) é seu maior representante.

Parece uma temática já batida né? Poxa, outro filme do Batman? Mas na verdade Coringa é mais um filme da origem de um vilão e não do drama que ele vivencia contra o herói. Coringa explora o drama e o descaso da saúde pública com a saúde mental. Sim, eu vi o filme como uma crítica a falta de acolhimento da pessoa com doenças de natureza psicológica. Arthur Fleck é um palhaço autônomo que tenta decolar como comediante apesar do seu distúrbio que o faz rir descontroladamente. Óbvio que esse problema traz alguns transtornos para a vida dele e se torna um grande motivo de piada. O filme me impressionou muito pois explorou a questão humana do que fez Arthur tornar-se Coringa. Os problemas psicológicos, os gatilhos, a demissão e o amigo que lhe emprestou uma arma. Todo um conjunto de fatores leva Arthur a encontrar força na loucura que o move. Força o suficiente para ser figura de uma grande revolução. Nota 10 pro Joaquim Phoenix que com certeza leva o prêmio de Melhor Ator. E adorei o roteiro que nos deixa meio em dúvida sobre a veracidade dos fatos, afinal, conhecemos a história através da mente de Arthur/Coringa.

1917

Os cabos Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman) são jovens soldados britânicos durante a Primeira Guerra Mundial. Quando eles são encarregados de uma missão aparentemente impossível, os dois precisam atravessar território inimigo, lutando contra o tempo, para entregar uma mensagem que pode salvar cerca de 1600 colegas de batalhão.

1917 é aquele tipo de filme que eu consumo com uma tranquilidade incrível. Primeiro: é de guerra. Segundo: é uma história real. Se o mercado de filmes da Segunda Guerra Mundial é amplamente explorado, temos poucos filmes sobre a Primeira Guerra. Nesse filme a gente já começa arremessado nas trincheiras aliadas, onde os cabos recebem sua missão. É simples: avisar à linha de frente que o inimigo não se afastou como se pensa, mas estão se reposicionando para atacá-los. Linhas telefônicas cortadas e sem nenhum pombo-correio à vista cabe aos dois levar essa mensagem. Lembro que estava assistindo com meu marido e minha mãe e, com uns 20 minutos de filme eu comentei: ainda não teve corte de cena? Não! O filme foi feito para parecer todo em plano sequência e isso é incrível visualmente! Dizem os críticos que o filme é um grande favorito ao prêmio de Melhor Filme, e na minha opinião deve levar pelo menos os técnicos como Melhor Fotografia Melhor Mixagem de Som.

FORD VS. FERRARI

Durante a década de 1960, a Ford resolve entrar no ramo das corridas automobilísticas de forma que a empresa ganhe o prestígio e o glamour da concorrente Ferrari, campeã em várias corridas. Para tanto, contrata o ex-piloto Carroll Shelby (Matt Damon) para chefiar a empreitada. Por mais que tenha carta branca para montar sua equipe, incluindo o piloto e engenheiro Ken Miles (Christian Bale), Shelby enfrenta problemas com a diretoria da Ford, especialmente pela mentalidade mais voltada para os negócios e a imagem da empresa do que propriamente em relação ao aspecto esportivo.

Outro estilo de filme que eu adoro: automobilismo. E não é Velozes e Furiosos não. É corrida de verdade! Não sei o que gostei mais nesse filme sabe, eu gosto de histórias reais, histórias que realmente escreveram a história de algo, de alguém, de uma marca ou um evento. E os carros da década de 60 e outros um pouco mais antigos que aparecem no filme? Isso que é filme de corrida! Nesse filme o foco é vencer a 24 Horas de Le Mans, uma pista que fica na França, e sim, são 24 horas de corrida com equipes de 2 pilotos que se revezam. Louco né? Não sei se é um filme pra prêmio, mas vale destacar a querideza do Matt Damon como o Carrol Shelby ♥.

ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD

Los Angeles, 1969. Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) é um ator de TV que, juntamente com seu dublê, está decidido a fazer o nome em Hollywood. Para tanto, ele conhece muitas pessoas influentes na indústria cinematográfica, o que os acaba levando aos assassinatos realizados por Charles Manson na época, entre eles o da atriz Sharon Tate (Margot Robbie), que na época estava grávida do diretor Roman Polanski (Rafal Zawierucha).

Muito legal e prazeroso ver Brad Pitt e Leonardo DiCaprio juntos na tela, mesmo que em personagens sem nenhum carisma. Sem carisma é como eu descreveria esse filme de Quentin Tarantino. Na verdade, e vocês podem me crucificar, esse filme não se parece nenhum pouco com um filme do Tarantino. Cheio de personagens históricos importantes, como Charles Manson e sua gangue, Roman Polanski e Sharon Tate o filme é vazio e não me prendeu nenhum pouco. A aparição de Charles Manson foi tão breve que eu só o reconheci porque o ator ficou realmente parecido com o real. Nenhuma sinopse que eu li achei sincera com o teor do filme. Posso destacar: a cena do dublê Cliff com o Bruce Lee e os últimos 10 minutos do filme, que são aquilo que eu esperava pro filme todo. Brad e Leo foram colocados em papéis tão ruins que nem parecem os mesmos atores que deram vida à Aldo, o Apache e Calvin Candie. Uma pena…

Ainda solto os outros 5 filmes antes da premiação de domingo! Todas as sinopses são do site Adoro Cinema, que considero ótimo para você se inteirar do que tá rolando nas telas. E Parte 2 você lê clicando aqui.

Desses aqui qual foi que tu curtiu?

XoXo
Grazy B.

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