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Lembranças e histórias…

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Lembro que conheci Legião Urbana quando escutei “Pais e Filhos” pela primeira vez. Eu devia ter uns 13 anos. Tava na fase do descobrimento de tudo: amigos, amores, vida! Acredito que é bem nessa época que os adolescentes descobriam a banda, as músicas com letras tão atemporais.  Não sei como é agora com uma juventude dispensada de pensar, regadas à músicas “tchu tcha”. Mas a minha adolescência marcou com as músicas de Legião Urbana (assim como a juventude marcou com Engenheiros do Hawaii e a vida adulta com Pink Floyd). Hoje são pilares do meu gosto musical tão eclético (que passa pelo rock, sertanejo, reggae e blues).

Então esse ano descobri que na feira do livro de Balneário Camboriú o Dado Villa-Lobos estaria batendo papo no evento. No fim de tarde quente eu e o Robson fomos com o livro dentro da bolsa, previamente comprado na livraria do shopping. Fazia tanto calor! Dado falou do seu livro, das suas influências literárias e musicais e da banda. Falou de como era difícil a convivência com o Renato, como sofreu sua perda e como o Legião se foi junto do seu vocalista. Depois de quase uma hora na fila pudemos abraçar e cumprimentar o homem que deu acordes para as músicas tão inspiradoras e conseguimos nossa dedicatória.

Dado Villa-Lobos: Memórias de um Legionário foi escrita pelo Dado com a ajuda de dois historiadores (Felipe Demier e Romulo Mattos) e construíram a história do músico e da banda com o cenário político das épocas! Foi muito interessante saber que algumas músicas não tão políticas como “Que país é este?” também foram influenciadas por questões políticas brasileiras. Dado conta sua infância como filho de diplomata, a adolescência regada por drogas e a trajetória da banda com seus altos e baixos. No livro temos a possibilidade de conhecer os detalhes de shows históricos e violentos, detalhes da relação dos músicos, suas personalidades. Entender o que era o Legião Urbana e o caos que Renato era. Dado fala com carinho e sinceridade dos amigos, dos problemas e dos momentos felizes. O desfecho me deixou emocionada: a proximidade iminente da perda, a doença do vocalista, a compaixão pela fraqueza. Com certeza esse livro é um presente para os fãs da banda.

Ao som de “Monte Castelo” recebemos nosso autógrafo. E logo que terminei de ler esse livro fui escutar algumas músicas que acabei esquecendo pela vida e que relembrei ao ler o livro. Hoje em dia não sou tão ouvinte quanto era antes. Reconheço essa banda como parte da história, até porque contou parte dela. Era influência política e cultural. Foi grande. Intenso.
Gostei do livro, das referências históricas e da dinâmica. Li em poucos dias e pros leitores mais fervorosos: vocês podem terminar em algumas horas.

Vocês leram? Tem uma história com a banda? Conta pra mim!

XoXo,
Grazy

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0 COMMENTS

  • Lari

    Que bacana, Grazi! Eu ainda nem sabia desse livro…
    Eu conheci Legião quando era bem novinha também. Meus primos, um pouco mais velhos, eram super fãs e eu acabei aprendendo as músicas e achava sensacional. Não só pelas músicas, mas por elas serem a ponte que me levava ao grupo dos primos mais velhos (a madura, né). Mas, nunca fui assim uma fã, fã. Uns anos atrás, fui ao cinema ver Somos Tão Jovens e Faroeste Caboclo. Gostei muito mais do primeiro filme, porque nele conheci mais de Renato e da banda. Não sei o que, em seu relado, Dado aponta como dificuldade na convivência com Renato, mas com todo respeito, ele era meio chatinho. Apesar disso, tenho curiosidade de conhecer mais. Acho que leria o livro do Dado!

  • Bessie B

    Adorei! Não fazia ideia que tinham lançado esse livro. Sei que fizeram até um filme biografia do Renato Russo, mas não cheguei a ver. Costumava ouvir muito Legião, sei musicas de cor até hoje, se começa a tocar onde eu estou acabo cantando junto. Acredita que meu namorado nunca tinha ouvido até eu apresentar a banda pra ele? rss Acho que ele viveu em outro planeta até os 24 anos HAHAHAHAH beijo <3

  • Nique

    Que bacana Grazy.
    Sempre curti Legião Urbana, adoro a maioria das músicas. Não conhecia o livro, mas fiquei interessada em ler.

  • Camila Faria

    Que bacana Grazy ~ realmente a Legião Urbana marcou muito uma geração. Eu nunca fui super fã, mas reconheço a importância e a genialidade do Renato Russo.

  • Juliana Bittar

    Grazy, nem preciso falar nada, né?! hauahuahauha
    Eu tenho história com Legião sim, o MUNDO deveria ter uma história com essa banda, como não amar as letras do Renato, das mais "rock'n roll" às mais românticas, é uma banda muito importante…eu amo!! Senti invejinha de você viu!!! hauahuahua

    Bjinhos
    JuJu
    As Besteiras Que Me Contam

  • Grazy Bernardino

    Ele fala sim das crises do Renato, Lari. Achei incrível que ele fala (e falou no bate-papo do evento) que a convivência deles foi muito complicada, mas apesar das dificuldades eles se gostavam muito! Leia sim e venha me contar 😉

  • Grazy Bernardino

    Oi Bessie. O filme eu já vi. "Somos tão Jovens" é um filme bem bacana pra conhecer o Renato pré-Legião. Todo mundo tem uma história com a banda né? Mesmo que seja tardia, como a do seu namorado, hehehehe.
    Beijo ♥

  • Grazy Bernardino

    Leia sim Monique! E venha me contar se você gostou ♥

  • Grazy Bernardino

    A poesia de suas músicas ainda continuam tão atuais, principalmente as que dizem respeito ao cenário político. Mesmo quem não é fã curte pelo menos uma música! Beijos ♥

  • Grazy Bernardino

    Juju, desejo que você possa ter a mesma oportunidade que eu! A sensação é muito, muito inesquecível!
    Beijos ♥

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