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Tag: história

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Quando vi esses livrinhos “A História de alguma coisa pra quem tem pressa” fiquei cética e curiosa ao mesmo tempo. Coleção lançada pela Editora Valentina, cada livro tem 200 páginas de puro entretenimento histórico. Confesso que os livros de história que costumo ler são lentos, chatos e nada sucintos. E hoje vou falar desse livrinho que pegou a historiadora de jeito. Um jeito bem legal posso dizer.

Esse livro foi escrito por Emma Marriott, uma historiadora inglesa licenciada em História Contemporânea. Esse é o único livro dela traduzido em português. Achei muito interessante e didática a forma como ela organizou esse livro, afinal, tinha menos de 200 páginas pra organizar a história do mundo.

O livro começa contando a história das antigas civilizações, como os egípcios, e termina com o fim da Segunda Guerra Mundial. É um apanhado histórico muito extenso! Então ela organiza por períodos e dentro de cada período há as subdivisões por localização: Oriente Médio e África, Extremo Oriente, Europa e As Américas.

A leitura é bem sucinta, fácil de ler, sem termos técnicos chatos da história e ainda conta com mapas explicativos. O livro me trouxe à lembrança alguns fatos que eu havia esquecido e ainda me ensinou alguns que eu jamais havia visto, como a história dos povos do Vale do Indo. Ele não se apega tanto a personagens e datas marcadas, mas sim em eventos e os anos em que sucederam, o que torna mais simples a compreensão.

Em 200 páginas lemos sobre a construção das pirâmides, as cruzadas, as grandes navegações e a descoberta do novo mundo. Lemos sobre a revolução industrial e sobre as duas grandes guerras. E muitos outros acontecimentos maravilhosos que mudaram pessoas, mundos e conceitos. Considero um livro guia para qualquer estudo de história, um primeiro passo para se aprofundar em algum assunto. É também um bom instrumento de estudo para vestibulares, concursos e o tão temido ENEM. Parece um livro raso de se ler e eu não indicaria como uma fonte de pesquisa, mas como um índice para você buscar mais informações sobre um assunto. Serve como base e é isso.

Ainda li outros dois livros da série e logo sairá as resenhas. Já leu algum da série? Conta aqui pra mim!

XoXo,
Grazy

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Oi gente! Hoje é o Dia do Documentário Brasileiro. Pra quem não sabe, eu já trabalhei na produção de um documentário, mais especificamente na pesquisa histórica para ele. Foi bem legal ver o meu nome subir nos créditos e deixar a minha marca para a posteridade. Indicarei ele e onde vê-lo no final do post.

Essa lista tem os documentários que já assisti e alguns que estão na minha lista. Vem ver!

Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos

Esse filme é de 1999 e foi dirigido por Marcelo Masagão. Eu já falei sobre ele num post bem especial (clique aqui pra ler) e eu sempre vou recomendá-lo. Marcelo se inspirou no livro A Era dos Extremos, do historiador Eric Hobsbawn e fez uma compilação de imagens, sons e fotografias para contar a história do século XX. Com trilha sonora marcante de Wim Mertens o telespectador acompanha o avanço tecnológico, duas guerras, imagens de ditadores, a loucura do mundo e a simplicidade da vida das pessoas. É intenso e é meu filme-documentário favorito!

Janela da Alma

Documentário de Walter Carvalho e João Jardim, de 2001. Assisti esse documentário na aula de fotografia, ainda na faculdade. Com o depoimento de 19 pessoas com problemas visuais ele te faz pensar na forma como se vê, vê os outros e vê o mundo. Dizem que nossos olhos são a janela da alma e esse filme explora a forma como percebemos as coisa com o olhar e nos atrai com diversas imagens, com e sem foco, cheias de informação ou desoladoras. É um bom documentário e tem, dentre seus entrevistados, José Saramago.

Holocausto Brasileiro

Documentário de 2016, baseado no livro homônimo de Daniela Harbex e dirigido pela escritora e por Armando Mendz. O documentário explora o cenário descrito no livro, o Hospital Colônia, um tipo de sanatório que era tratado também como depósito de pessoas “não aceitáveis”. Ele narra, juntamente com as imagens, como era o espaço e como eram tratadas as pessoas até o fechamento do hospital em 1980. Estima-se que aproximadamente 60 mil pessoas morreram nas dependências do hospital. Já li o livro e vi o documentário e, apesar de ter sido tratada de forma muito branda (opinião de mineiros que conheci) é material instrutivo para se iniciar uma pesquisa.

Círculos

Dirigido por Cíntia Bittar, catarinense ♥, em 2016. Assisti esse documentário no History e ele fala sobre o surgimento de círculos em plantações, no oeste de Santa Catarina. O legal nesse documentário é que ele até tenta desmascarar os círculos, pois algumas pessoas tentaram recriá-los com diversos tipos de ferramentas. Para quem se interessa por ufologia é algo bem interessante. Tem vários pesquisadores mostrando seus pontos de vista e é bem produzido.

O Chão de Minha Terra: A Vida de Nereu Ramos

Dirigido por Diego Lara e Fernando Leão em 2009. Tenho muito carinho por esse documentário pois tive a oportunidade de deixar minha marca no mundo através dele. Foi uma época de renascimento e felicidade na minha vida e por isso me marca tanto. O documentário conta a trajetória de vida e política de Nereu Ramos, que nasceu em Lages-SC e foi o único catarinense a chegar à cadeira da Presidência do Brasil. Junta-se imagens de entrevistas com familiares e pesquisadores além de fotografias e áudios. Você consegue assisti-lo no YouTube clicando aqui.

Já assistiu algum deles? Conta pra mim!

XoXo,
Grazy

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Quando que era criança meu pai me mostrou um álbum de coleção. Era uma coleção incrível de selos. Apesar de não ser uma obsessão meu pai sempre cuidou com atenção da sua coleção. Depois que me interessei por coleções e por história passei a observar mais de perto a coleção dele e até mesmo juntar alguns selos para a coleção. Adorava olhar os selos com os personagens da Disney e alguns com formato diferente que vinham de outros países. Amo os selos da Ilha de Páscoa que ele tem. Infelizmente a coleção não está aqui comigo senão ia rolar muitas e muitas fotos! Mas nas férias farei um novo post sobre isso!

Mas o que é Filatelia?

No Wikipédia:

Filatelia é o estudo e o colecionismo selos postais e materiais relacionados. A filatelia tem várias áreas de estudo, a saber: filatelia tradicional, história postal, pré-filatelia, marcofilia, inteiros postais, filatelia temática, aerofilatelia, astrofilatelia, maximafilia, filatelia juvenil, literatura filatélica, selos fiscais, classe aberta um quadro O objetivo deste hobby é selecionar selos para compor uma coleção, que pode ser geral ou temática. Existem coleções que além dos selos possui informações sobre o tema, parâmetro utilizado por muitas pessoas nas coleções temáticas.

Resumindo: é o estudo dos selos postais e materiais relacionados. Todos os selos envolvem história, economia e uma visão de sociedade das épocas em que são impressos.
O primeiro selo impresso data de 1840 e surgiu na Inglaterra. Naquela época era bem caro enviar uma carta e as tarifas dependiam do peso da correspondência e da distância do destinatário, e fazer essa conta era uma tarefa bem complicada. Geralmente quem pagava pela entrega da carta era quem a recebia: o destinatário. E alguns se recusavam a pagar dando um preju pros correios. Então um administrador e educador chamado Rowland Hill sugeriu que se aderissem à um preço único para o cálculo das correspondências. E o papel adesivo colado à carta sugeriria que ela já estava paga. O selo de 1 penny valia para cada 15 gramas de correspondência. O primeiro selo então seria conhecido como Penny Black e nele estava impresso o rosto da Rainha Vitória.

No Brasil, o primeiro selo a circular foi o “Olho de Boi”, em 1843. Eram impressos nos valores de 30, 60 e 90 réis. Os “Olhos de Boi” tem uma impressão circular com o número de valor e eles pareciam muito uma moeda. Os selos de 30 réis eram pra pequenas distâncias, os de 60 para distancias intermediárias e os de 90 réis eram pra correspondência internacional.

O mais valioso

Em 2014 um selo foi vendido por aproximadamente 29 milhões de reais! O One Cent Magenta data de 1856 e foi impresso na Guiana, na época uma colônia britânica. Devido à falta de selos na colônia foram impressos, por um tipógrafo local, alguns selos para que a manutenção do serviço dos correios. Como a impressão ficou bem simples todos os selos vendidos deveriam ser assinados pelos funcionários. Ele foi impresso num papel avermelhado e tinha um veleiro como desenho.

Hoje em dia eu troco cartas com várias penpals e fico muito feliz quando recebo um selo diferente! Já parou para pensar na história que vêm carregadas junto com eles?

Você já conhecia sobre filatelia? Quer saber mais? Me conta!

XoXo,
Grazy

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Esse é um daqueles posts da série “coisas que fiz ano passado e não resenhei”. 

Na semana de estréia fui assistir Inferno. Quem me conhece sabe que eu curto muito os livros que contam as aventuras do Robert Langdon e além disso eu adoro essa junção de corrida contra o tempo com a história. Os livros do Dan Brown me prenderam de uma forma que não consigo expressar. Aprendi muita coisa incrível e sei que, por mais que haja ficção em suas histórias, o embasamento histórico que ele tem é muito bom, afinal, ele é casado com uma historiadora.

Inferno conta a história da quarta aventura de Robert Langdon, professor e simbologista. A sequencia de eventos foi desestruturada por Hollywood: começa-se com Anjos e Demônios seguidos de O Código Da Vinci, O Símbolo Perdido finalizando com Inferno. Houve bastante murmurinho quando Inferno foi anunciado, porque pularia O Símbolo, que conta uma história onde o pano de fundo é a maçonaria. Apesar de toda a revolta popular por este ter sido esquecido (por enquanto) eu considero Inferno uma história melhor e bem mais ambientada no nosso presente. Sei que a comoção em relação a O Símbolo se deve bastante ao fato de a Maçonaria ser uma instituição que gera curiosidade. Mas acredite, é mais simples do que parece.


Inferno começa com um professor Langdon sofrendo de amnésia em uma cama de hospital e um ferimento na cabeça. Ele percebe estar em Florença, na Itália, mas não sabe como chegou lá. Caçado por uma estranha, ele é auxiliado por Sienna Brooks, uma jovem médica que o esconde. No esconderijo ele percebe um tubo que, acionado com sua digital, revela segredos do Inferno, de Dante, que o levam à uma busca desesperada para impedir que um poderoso vírus se espalhe pelo mundo.

Eu gostei muito do filme, das ambientações e do ritmo da história. É a fórmula “Código Da Vinci” que sempre deu certo, apesar de Anjos e Demônios continuar minha história favorita. Eu adoro Tom Hanks e hoje não imagino outra pessoa como Robert Langdon. Porém me decepcionei com a Felicity Jones no papel de Sienna. Ela não me convenceu. Eu não sou fã de suas atuações, me julguem. Apesar de ter lido o livro em 2013 eu lembrava de alguns detalhes bem importante e o final do filme, modificado em relação ao livro, ficou bom, mas também não me convenceu. Assim como Anjos e Demônios, ficou faltando aquele “tchan” que existe no livro mas que cortaram no filme para evitar o mimimi.

ALERTA DE SPOILER: No livro Inferno, o balão onde a doença se encontra é hidrossolúvel e quando encontrada já havia sido diluída uma semana antes, liberando o vírus que tornará 1/3 da população infértil e levará o mundo a uma nova era. No filme eles salvam o balão e o vírus não propaga. No livro Anjos e Demônios o Carmelengo descobre que o Papa era seu pai biológico, que seu pai padre e sua mãe freira amavam-se tanto que queriam ter um filho, mas para não quebrarem seus votos decidem por uma inseminação artificial. Ela deixa de ser freira pra cuidar do menino e quando esta vem a falecer o padre “adota” o menino e o incentiva ao clérigo. Quando este cresce e descobre a verdade planeja ser o próximo papa, como se fosse seu “trono por direito”. No filme o Carmelengo até deseja ser papa e planejou todo o ataque, mas porque ele é revoltadinho mesmo e não concordava com o conceito de uma Igreja que abraça a ciência.

 Inferno é um ótimo filme, onde somos ambientados a lindos lugares como Florença e Istambul. Aprendemos sobre história e literatura. E somos apresentados à parte mais bacana de A Divina Comédia, o Inferno de Dante. Não é espetacular, mas é muito bom e vale a pena ver!

Você assistiu? Conta pra mim!

XoXo,
Grazy