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Tag: livros

FEATURED
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Confesso que quando comecei a ler a coleção História para quem tem pressa fiquei impressionada, pois estava com um pé atrás, com medo de que a leitura, as informações fossem superficiais. Mas me enganei. Na faculdade eu não era uma fã de história do Brasil. Confesso que fui me interessar pela história colonial apenas depois de ler os livros do Laurentino Gomes, que realmente me despertou para as leituras sobre a época colonial. Não mais que isso.

História do Brasil para quem tem pressa foi escrito por Marcos Costa, historiador e doutor em História Social. Com uma leitura bem leve e estimulante o livro traz um apanhado bem geral da história do nosso país até a crise política de 2015. Óbvio que não é um livro com detalhes mas um resumo sucinto sobre como nosso país desenvolveu-se nesses 519 anos.


A estrutura do livro é bem dinâmica, seguindo uma linha temporal. Temos um primeiro capítulo sobre os antecedentes que levaram à descoberta do Brasil, o mercantilismo europeu e os primeiros anos do Brasil descoberto. Seguido por um capítulo um pouco mais extenso que narra o período colonial, como éramos um país exploratório e como a colonização moldou a cultura atual do nosso país. No terceiro capítulo viajamos através do Brasil monárquico, país sede da família real que fugia dos assaltos de Napoleão. Esse capítulo finda-se com a implementação da república, que levou anos para se instalar nos quatro cantos do país continente. O último capítulo apanha bem brevemente os períodos de república, as oligarquias políticas, o período de ditadura militar, os impeachments até o momento de polarização em que estamos vivendo agora (pasmem, o livro é de 2016).

Assim como História do Mundo acredito que História do Brasil para quem tem pressa é uma boa introdução para quem quer posteriormente se aprofundar no estudo sobre nosso país. É também um ótimo material para vestibulandos e concurseiros, é um material bem rico e bem curto com pouco menos de 200 páginas. Aborda o essencial da nossa história e abre uma possibilidade para novas leituras sobre o tema. Não é o meu favorito da coleção, mas apenas porque eu tenho crica com a história do nosso Brasilzão (ok, me julguem, mas é muita treta e corrupção pra minha cabecinha roxa).

História do Brasil para quem tem pressa é da Editora Valentina e tem 200 páginas.

Você já leu? Conta aqui nos comentários para mim!

Veja também:

XoXo,
Grazy

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Quando vi esses livrinhos “A História de alguma coisa pra quem tem pressa” fiquei cética e curiosa ao mesmo tempo. Coleção lançada pela Editora Valentina, cada livro tem 200 páginas de puro entretenimento histórico. Confesso que os livros de história que costumo ler são lentos, chatos e nada sucintos. E hoje vou falar desse livrinho que pegou a historiadora de jeito. Um jeito bem legal posso dizer.

Esse livro foi escrito por Emma Marriott, uma historiadora inglesa licenciada em História Contemporânea. Esse é o único livro dela traduzido em português. Achei muito interessante e didática a forma como ela organizou esse livro, afinal, tinha menos de 200 páginas pra organizar a história do mundo.

O livro começa contando a história das antigas civilizações, como os egípcios, e termina com o fim da Segunda Guerra Mundial. É um apanhado histórico muito extenso! Então ela organiza por períodos e dentro de cada período há as subdivisões por localização: Oriente Médio e África, Extremo Oriente, Europa e As Américas.

A leitura é bem sucinta, fácil de ler, sem termos técnicos chatos da história e ainda conta com mapas explicativos. O livro me trouxe à lembrança alguns fatos que eu havia esquecido e ainda me ensinou alguns que eu jamais havia visto, como a história dos povos do Vale do Indo. Ele não se apega tanto a personagens e datas marcadas, mas sim em eventos e os anos em que sucederam, o que torna mais simples a compreensão.

Em 200 páginas lemos sobre a construção das pirâmides, as cruzadas, as grandes navegações e a descoberta do novo mundo. Lemos sobre a revolução industrial e sobre as duas grandes guerras. E muitos outros acontecimentos maravilhosos que mudaram pessoas, mundos e conceitos. Considero um livro guia para qualquer estudo de história, um primeiro passo para se aprofundar em algum assunto. É também um bom instrumento de estudo para vestibulares, concursos e o tão temido ENEM. Parece um livro raso de se ler e eu não indicaria como uma fonte de pesquisa, mas como um índice para você buscar mais informações sobre um assunto. Serve como base e é isso.

Ainda li outros dois livros da série e logo sairá as resenhas. Já leu algum da série? Conta aqui pra mim!

XoXo,
Grazy

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Dan Brown tem uma fórmula que considero mágica em relação à sua escrita: nos ensina e nos prende página após página. Ao longo dos livros onde o protagonista Robert Langdon aparece eu aprendi diversas coisas, conheci lugares e desvendei significados. Origem não é diferente e ao mesmo tempo surpreende quem o lê mesmo tão acostumado com a escrita do Brown.

Origem traz de volta Robert Langdon, desta vez como convidado de um enorme evento em Bilbao, na Espanha. Seu ex-aluno e amigo Edmond Kirsch prometeu uma grande surpresa para seletos convidados no Museu Guggenheim de Bilbao, surpresa essa que também será transmitida pela internet ao vivo, para diversas partes do mundo. De acordo com a preliminar de Kirsch ele desvendará a resposta das duas maiores perguntas que existem: de onde viemos e para onde vamos.

Durante sua apresentação Kirsch é brutalmente assassinado e Langdon se vê na responsabilidade de transmitir a mensagem do amigo. Para isso vai contar com a ajuda da diretora do museu, Ambra Vidal, que também é noiva do futuro rei da Espanha. Aqui temos o moderno versus o antigo. O tradicional versus a tecnologia.

O livro segue o ritmo de caçada dos demais livros. É a fórmula que vem dando certo. Brown nos entrega uma leitura detalhada de lindos lugares na Espanha, como o Museu Guggenheim de Bilbao, a Casa Milá e a Igreja da Sagrada Família, esses dois últimos obras do arquiteto Gaudí. O livro tem ótimas referências de lugares, obras de arte e até mesmo tradições.

Por trás de toda boa obra de Brown ele nos apresenta a um grupos considerados de fortes crenças e desconhecidas formas de agir. Já tivemos o Priorado de Sião, Opus Dei, maçonaria, etc. Aqui ele nos apresenta à Igreja Palmariana, que é baseada na Ordem dos Carmelitas e são ultraconservadores.

Sobre as perguntas que devem ser respondidas temos o ponto de vista evolutivo. Como chegamos a ser essa vida “inteligente” e para onde estamos caminhando? Como podemos manter equilíbrio com a natureza que nos cerca? Deus realmente existe ou é apenas uma criação para coisas que não podemos responder de forma objetiva. A forma natural de Gaudí assim como a teoria da evolução de Darwin e os processos tecnológicos da nossa computação nos leva a pensar sobre as nossas crenças e nossa própria existência.

Origem é um livro ótimo para quem curtiu os demais títulos de Brown. Ele tem correria, referências e aquela pitada de dúvida que nos faz raciocinar pelo menos por um minuto sobre o que estamos lendo. Aprendi demais com esse livro e, apesar de Anjos e Demônios ainda ser meu preferido, Origem se encaixa entre os três melhores de Brown (na minha humilde opinião).

Origem, de Dan Brown, é da Editora Arqueiro e tem 432 páginas.

Já leu? Conta aqui pra mim!

XoXo,
Grazy

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Ainda me lembro quando recebi esse livro e fiquei encantada pela capa meio holográfica e toda brilhante. Bowie havia morrido apenas a alguns meses e, apesar de conhecer os seus maiores sucessos e o ícone que foi tanto para a música quanto para a moda, de nada sabia sobre ele, pessoa. Esse livro que se diz uma biografia foi uma grande surpresa, mas não sei se considero uma surpresa boa. Ele conta sobre seu nascimento e infância e como foi destinado ao sucesso pela perseverança do pai, algo que ele herdou. David Robert Jones tinha um nome de pirata e quem conhece história dos mares ou “Piratas do Caribe” lembra na hora de Davy Jones! Mais tarde criou um nome artístico para si. 

Eu não sei se o livro fala tanto sobre ele quanto eu gostaria. Eu não compreendi muito suas paixões, nem gostos pessoais além do sexo e das drogas. David era um espírito livre e gostava do que era diferente, luxuoso e confortável, isso é fato durante a leitura. Dava grandes festas e se relacionava com muitas pessoas ao mesmo tempo e de diferentes orientações sexuais. Era uma amante do prazer. Mas me pareceu que o livro só foca nisso.

Senti falta de ler sobre algumas composições: o livro aborda muito por cima tais fatos e apenas sobre músicas realmente famosas. Narra sobre seus casamentos, bem breve sobre o último. Sobre seus filhos as passagens são curtas. O que me interessou foi a narrativa sobre as suas participações em filmes, porém essas também não são tão significativas e eu encontrarias as informações facilmente na página do Wikipédia.

É um livro lindo, bem diagramado, mas a escrita é pobre. Um artista complexo renderia bem mais que suas aventuras sexuais e suas viagens ilícitas. A autora se baseou em entrevistas de revistas, outros livros e programas de TV e me pareceu uma pesquisa pouco aprofundada, feita às pressas para vender o livro no “calor” da morte do artista. Dentre cinco estrelas eu daria 2. Uma estrela e meia pela capa e capricho da edição.

Bowie – A Biografia foi escrito por Wendy Leight e saiu pela editora Best Seller.

Como seria a capa se a pesquisa fosse mais aprofundada?

XoXo,
Grazy

Esse livro foi uma cortesia do Grupo Editorial Record. Obrigada ♥♥♥