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Tag: música

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Ainda me lembro quando recebi esse livro e fiquei encantada pela capa meio holográfica e toda brilhante. Bowie havia morrido apenas a alguns meses e, apesar de conhecer os seus maiores sucessos e o ícone que foi tanto para a música quanto para a moda, de nada sabia sobre ele, pessoa. Esse livro que se diz uma biografia foi uma grande surpresa, mas não sei se considero uma surpresa boa. Ele conta sobre seu nascimento e infância e como foi destinado ao sucesso pela perseverança do pai, algo que ele herdou. David Robert Jones tinha um nome de pirata e quem conhece história dos mares ou “Piratas do Caribe” lembra na hora de Davy Jones! Mais tarde criou um nome artístico para si. 

Eu não sei se o livro fala tanto sobre ele quanto eu gostaria. Eu não compreendi muito suas paixões, nem gostos pessoais além do sexo e das drogas. David era um espírito livre e gostava do que era diferente, luxuoso e confortável, isso é fato durante a leitura. Dava grandes festas e se relacionava com muitas pessoas ao mesmo tempo e de diferentes orientações sexuais. Era uma amante do prazer. Mas me pareceu que o livro só foca nisso.

Senti falta de ler sobre algumas composições: o livro aborda muito por cima tais fatos e apenas sobre músicas realmente famosas. Narra sobre seus casamentos, bem breve sobre o último. Sobre seus filhos as passagens são curtas. O que me interessou foi a narrativa sobre as suas participações em filmes, porém essas também não são tão significativas e eu encontrarias as informações facilmente na página do Wikipédia.

É um livro lindo, bem diagramado, mas a escrita é pobre. Um artista complexo renderia bem mais que suas aventuras sexuais e suas viagens ilícitas. A autora se baseou em entrevistas de revistas, outros livros e programas de TV e me pareceu uma pesquisa pouco aprofundada, feita às pressas para vender o livro no “calor” da morte do artista. Dentre cinco estrelas eu daria 2. Uma estrela e meia pela capa e capricho da edição.

Bowie – A Biografia foi escrito por Wendy Leight e saiu pela editora Best Seller.

Como seria a capa se a pesquisa fosse mais aprofundada?

XoXo,
Grazy

Esse livro foi uma cortesia do Grupo Editorial Record. Obrigada ♥♥♥

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Aloka aqui tava perdida no tempo achando que já era dia 25. O que vale é a intenção né?

Hoje, 25 de maio é o Dia do Orgulho Nerd! O Dia da Toalha (para os fãs de O Guia do Mochileiro das Galáxias) e outras comemorações, como a estréia do primeiro Star Wars em 1977. O grupo Blogueiros Geeks sugeriu que os membros indicassem um filme, uma série, um livro e uma banda/cantor que todos os nerds deveriam conhecer. Vamos ver as minhas sugestões?

Um filme

Acredito que todo nerd deve assistir às versões estendidas de Senhor dos Anéis. Dou destaque para A Sociedade do Anel que tem a cena completa da Galadriel distribuindo os presentes para a Sociedade. Ganhei os DVD’s no natalversário de 2012, no dia da minha mudança e que saí da casa dos meus pais. Para mim foi muito marcante assistir esses filmes em um momento de mudança e ver cenas tão lindas que foram removidas. Os filmes ficam mais longos, mas vale a pena!

Uma série

Novas tecnologias. Novas formas de viver em sociedade. Black Mirror é um compacto sobre o mundo que vivemos e que poderemos viver. É uma série que além de apresentar tecnologias possíveis, e algumas bem inimagináveis, nos faz refletir sobre a forma que consumimos essas novidades. Eu indicaria para todos os nerds sim!

Um livro

O livro A Magia do Cinema tá cheio de coisas maravilhosas e brindes exclusivos pra você se encantar e até decorar a sua casa! Tem informações sobre personagens, objetos, cenas, cinema, atores e tudo o mais. É pra quem ama cinema, ama Harry Potter, ama produção e ama coisas maravilhosas!

Um cantor/banda

Não vou escrever sobre músicos ou bandas, mas sim sobre um compositor. No YouTube, se você procurar, vai ter milhares de concertos do John Williams. Grande mestre responsável pelas trilhas que marcaram nossos filmes preferidos. Preciso de explicação melhor que este vídeo?

E você, o que indicaria neste dia?

XoXo,
Grazy

Troquei o vídeo porque encontrei um com trilha de 2 filmes emocionantes: O Resgate do Soldado Ryan e A Lista de Schindler. Acho que valeu a pena.

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Quando criança eu morria de medo de um vídeo clipe que passava na TV. Nele, algumas crianças sem expressão facial eram jogadas em uma enorme máquina de carne moída. Como era criança eu não entendia a mensagem que o vídeo queria passar, apenas morria de medo de ir pra escola e virar uma das crianças de máscara que eram esmagadas e transformadas em nada mais que massa para hambúrguer.
Anos mais tarde, já na faculdade, estava eu num bar quando vejo um vídeo clipe com duas flores, uma rosa e algo que parecia uma orquídea. A banda ao vivo tocava algo que não encaixava com o que passava no vídeo clipe e passei a prestar atenção na televisão de tela plana, até perceber que se tratava de um amontoado de imagens, talvez contando uma história. Jamais esqueci das flores, onde uma passa a maltratar a outra, cortando pra cenas de enormes martelos em marcha estilo alemão do Terceiro Reich. Depois, em pesquisa na internet descobri que as imagens eram do filme The Wall, do Pink Floyd.

Algum tempo depois, Robson comprou o DVD do filme e do show de 1990 (não consigo lembrar se foram juntos, ou qual foi comprado primeiro) e eu poderia finalmente vê-lo na íntegra. Aqui, neste post que pode virar um super textão, eu conto a minha experiência.

O filme “Pink Floyd The Wall” foi produzido em 1982, baseado no disco duplo de mesmo nome lançado em 1979. O roteiro foi escrito pelo Roger Waters, o grande vocalista/baixista, e dirigido por Alan Parker (de Evita e Mississipi em Chamas). O filme possui poucos diálogos e são as músicas que o movem. As animações ficaram por conta do cartunista Gerald Scarfe, que também trabalhou nas artes conceituais de Hércules para a Disney. Pink Floyd The Wall apresenta a história de Pink, um roqueiro que apresenta um quadro depressivo desde a infância. A história apresenta as fases de dificuldades que levaram Pink a construir um muro em torno de si, que o levam à demência e ao fundo do poço. Em certo momento, não aguentando mais sua vida ele encara seu passado e consegue destruir o muro que o torturava e o mantinha inapto a ser feliz.

Nesse momento eu percebi o quanto as músicas e o efeito da imagem no filme é totalmente real, refletindo pessoas reais que se fecham em seu mundo através dos traumas do seu passado. Psicologicamente falando: enquanto não encaramos nosso próprio medo somos trancafiados por um muro sem portões, nem janelas, nem esperança; o que pode nos levar à depressão e à ruína. Tornou-se um dos meus filmes preferidos e eu queria mais!

The Wall – Live in Berlim, ocorreu oito meses após a queda do muro. O incrível foi ver que, enquanto o show ia passando, o muro era erguido de acordo com as músicas. Em um certo momento a banda toca atrás do muro até que há a queda do mesmo (assim como no filme). Nesse show vários outros artistas fazem participações com destaque para Cindy Lauper que canta Another Brick in the Wall Part II e Sinéad O’Connor que interpreta Mother acompanhada por Garth Hudson, Rick Danko, Levon Helm e The Hooters. O ponto alto, para mim, é a projeção do extinto muro de Berlim no muro do show e a aparição dos bonecos representando os grandes traumas.

E, pensando que não poderia ficar melhor, me enganei! No ano passado estava em exibição nos cinemas Roger Waters The Wall, e eu só não assisti porque o ingresso era bem alto. E nesse final de semana eu pude assisti-lo e fiquei chocada de como um show, uma história, pode ser incrivelmente tocante! Nesse show-documentário Waters aparece contando a história de suas perdas, do avô que morreu na Primeira Guerra Mundial, e do pai, que morreu na Segunda Guerra Mundial. Ele aparece homenageando ambos em seus lugares de repouso e viaja até à Itália, onde seu pai veio a falecer em batalha. Todas essas cenas são entrecortadas por imagens de sua turnê The Wall (que passou pelo Brasil). O ponto alto, para mim, foi a homenagem a três brasileiros vítimas de atentados terroristas. Chorei, de tão emocionante. Me arrepiei pra caraca. Não consigo pensar, nesse momento, em palavras pra descrever o quanto esse documentário me tocou. Mais uma vez é construído o muro, ao vivo durante o show! E imagino a emoção da galera que estava de verdade lá, nos shows. A tecnologia melhorou, e muito, a possibilidade das projeções no muro e ficou lindo, tocante e enorme.

The Wall é a história de todos nós. Cada medo, problema, pessoa vazia, ódio, sentimentos de culpa, cada coisinha é um tijolo no muro que construímos ao nosso redor. Uma obra a ser estudada, compreendida e levada pra vida.

Você já assistiu algum? Conta pra mim!

XoXo,
Grazy