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Tag: netflix

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La Casa de Papel é uma minissérie espanhola produzida pelo canal Antena 3 e que chegou ao Netflix em duas partes, a primeira saiu em dezembro e a segunda parte no último dia 06.

A história gira em torno de um grupo que invade a Casa da Moeda Espanhola para imprimir seus próprios 2,4 bi de Euros. Encabeçada pelo “Professor”, um misterioso homem que recrutou oito pessoas com diferentes habilidades. O plano consiste em 11 dias de reclusão para que todo o dinheiro fosse impresso com a ajuda dos reféns, sem o uso da violência.

O que me interessou no plano é eles terem pensando nas diversas possibilidades e estarem sempre alguns passos à frente apesar de que algumas coisas saem do controle. Qualquer crime deixa rastros, ainda mais quando se envolve mais pessoas. Por mais profissionais que os sequestradores sejam, encontrar-se reclusos em uma situação estressante pode fazer com que sentimentos aflorem, sejam eles amor ou ódio.

Essa série faz você se deparar com uma torcida pelos “vilões”. Eles são humanos, tem personalidade forte e são charmosos e engraçados, fortes e sensuais. É esquisito que, de repente, tu torça para que o plano dê certo. Por outro lado você odeia fortemente alguns reféns e quer socar a cara de meia dúzia. O mesmo asco surge por alguns membros da força policial. É uma experiência bem diferente considerando o que estamos acostumados a assistir.

O visual dos sequestradores tornou-se parte da cultura pop. Essa semana eu estava vindo pro trabalho e vi na vitrine da loja de fantasias o tão conhecido macacão vermelho e a máscara do Salvador Dalí. Me deu vontade de alugar e ir no banco sacar vintão! Fico pensando em quantas pessoas acabaram conhecendo arte surrealista pesquisando quem era o zólhudo da máscara da série. Dalí é o novo V!

De repente você se sente tentado a viajar! O codinome dos sequestradores são nomes de famosas cidades: Tókio, Rio, Berlim, Nairóbi, Denver, Moscou, Oslo e Helsinque. E se você pesquisar sobre essas cidades percebem que elas tem a ver com a personalidade dos personagens e isso acho bem legal. Por exemplo: Rio é o mais jovem, feliz, apaixonado e meio malandrinho. Tókio é séria e fechada em seus sentimentos. E por aí vai.

A série, apesar de ter alguns furos só perceptíveis quando você assiste mais de uma vez, é do tipo que tem começo, meio e fim. Ela te prende com uma história e a história se finda. Até me sinto irritada com a choradeira dos BR’s pedindo uma “terceira temporada”. Porrãn Netflix, mó cagada dividir em duas sendo que não sabemos diferenciar partes de temporadas. Mas brincadeiras ou não à parte ela é uma ótima minissérie e não necessita de nenhuma continuação. Acabou. Se conformem!

Apesar de não ter curtido tanto a última cena (não quero soltar spoiler para quem não assistiu), La Casa de Papel é uma minissérie boa de se ver, com o diferencial de ser espanhola e ter um ritmo e produção diferentes, te prende e te faz amar e odiar personagens. Tem os elementos certos para que fique na memória de quem o assiste. Se eu fosse dar uma nota eu daria 4,5 de 5!

Já assistiu? Conta para mim o que tu achou!

Bella Ciao,
Grazy

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Quando comecei a assistir Dark logo percebi que seria uma série bem diferente do que estava acostumada. Uma produção alemã, em língua nativa, a primeira do país para o Netflix que vêm abraçando produções estrangeiras. Mas Dark vai além da representatividade para seu país. Ela é bonita de se olhar e complicada de se desvendar.

A história gira em torno da cidade de Winden e tem inicio no ano de 2019. A cidade se mantém pela energia nuclear da usina local, usina essa cercada de mistérios. Winden tem uma linda floresta com uma entrada pra uma caverna e uma série de túneis. A floresta serve de caminho para jovens que vão e voltam da escola, serve como esconderijo para usuários e traficantes e serve também como pano de fundo do desaparecimento de garotos.

A série se inicia com a volta de Jonas para a escola, afastado após o suicídio de seu pai. Jonas percebe que as coisas não são como no verão e que a menina que ele gosta está com seu melhor (?) amigo. Dá pra perceber que Jonas não está legal: ele tem pesadelos, toma remédios e faz terapia. Ao voltar pra escola ele descobre que um colega desapareceu e não há nenhuma pista do seu paradeiro. Já começa no mistério.

Ulrich, um dos policiais da cidade, passa a reviver o pesadelo da família com esse desaparecimento. 33 anos antes seu irmão Mads também some de forma misteriosa e sem pista alguma. Em algum lugar no asilo da cidade um velho entoa um mantra “vai acontecer novamente”. Em uma noite de reunião escolar os jovens vão pra floresta encontrar as drogas do menino desaparecido e o filho mais novo do policial Urich some. Um momento eles estava ao lado de Jonas e de repente não está lá mais. O guri que já estava sequelado fica ainda mais intrigado.

Todos os personagens da série são marcantes e todos são ligados, não apenas por morarem numa pequena cidade, mas por terem vivido situações que os ligam. A mãe de Jonas tem um caso com o policial, que é marido da diretora da escola e pai da garota que Jonas gosta. O policial trabalha com uma detetive que é casada com o terapeuta de Jonas que é filho do velho doido do asilo e pai da garota que sai com o filho mais velho do policial. A filha do policial gosta do Jonas mas é namorada do filho da dona do hotel que é casada com o diretor da usina nuclear e também é filha da antiga diretora da usina.

O que parece apenas uma série de sequestros se transforma em algo bem maior. Mistérios que envolve presente, passado e futuro. Uma usina nuclear e um guri de capa amarela.

Não posso contar mais sobre a série sem contar spoilers. O que posso dizer é que ela tem uma fotografia muito bonita e em tons frios. As músicas que compõe a trilha sonora da série também são muito boas e combinam com cada contexto. Os atores são incríveis e eles te passam tudo aquilo que pretendem: ódio, amor, compaixão e medo. Uma das séries mais bem produzidas, não só pela produção, mas pela história que nos envolve, pois você se vê fazendo ligações e isso é bem legal e está presente já nos primeiros episódios. Envolve. Fascina. E vicia.

Não vejo a hora de assistir a segunda temporada, que já foi confirmada pela Netflix. A série foi aprovada por mim e pelo marido que também ficou empolgado com a narrativa. Você encontra a série no streaming e a primeira temporada tem 10 episódios.

Você já viu? Conta pra mim!

XoXo,
Grazy

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Quando eu sofria de insônia assistia muitas daquelas séries que passavam de madrugada no SBT. Me marcou muito Cold Case. Em 2009 lembro que assistia CSI todos os dias. Depois que me mudei viciei em Criminal Minds e NCIS. Séries policiais estiveram sempre presente na minha vida e quando eu soube sobre Mindhunter é claro que fiquei interessada.

Baseada no livro de fatos reais Mind Hunter: Inside the FBI’s Elite Serial Crime Unit de John E. Douglas e Mark Olshaker, a série que estreou na Netflix em outubro, conta como foi a criação da Unidade Comportamental do FBI. Pro fim da década de 70, com a popularidade de Charles Manson e a aparição de crimes semelhantes cometidos pela mesma pessoa, faz com que agentes do FBI percebam algum tipo de padrão no comportamento psicológico dos assassinos.

Na série temos Holden Ford e Bill Tench, que são professores de ciência comportamental. Eles se conhecem quando ambos passam a trabalhar juntos visitando pequenas cidades e passando seus conhecimentos para os policiais locais. Durante suas viagens Holden tem a ideia de visitar famosos assassinos em suas prisões a fim de entender qual o comportamento por detrás do instinto violento, o que os motiva e qual foi ou é o gatilho do comportamento assassino.

Eu adoro esse lance psicológico e é bem bacana acompanhar a evolução das classificações que são tão familiares pra quem assiste Criminal Minds. Por exemplo, ali se criam os temos organizado e desorganizado, além de crime habitual ou crime passional.

Na série podemos acompanhar a história de assassinos já presos, como Ed Kemper e tem até uma menção ao Charles Manson (que não aparece na série, porém, preciso contar a coincidência que, na semana que assisti a série o Manson morreu.). Dá pra perceber nitidamente a diferença no modus operanti, no comportamento e na forma como seus traumas ou obsessões os influencia em seus crimes. Existem os que falam abertamente e sem remorso. Existem os que não querem falar e precisam de muito estímulo para que o façam. Com o tempo o próprio telespectador passa a traçar o perfil de personagens que são suspeitos de crimes.

A série conta com 10 episódios que fecham a primeira temporada. Apesar de começar um pouco lento, o ritmo da série melhora muito a partir do momento em que você se acostuma com o formato. Ele é explicativo, mas não cansativo. No fim do décimo episódio eu fiquei tão agoniada que mandava o marido passar pra próxima e nem percebi que tinha acabado! Não acredito que vou ter que esperar até a estréia da segunda temporada, ainda sem previsão de data, para saber o que aconteceu com Holden.

O jeito é esperar uma alma caridosa me mandar um livro… e ainda assim não tenho certeza que acabará com minha agonia.

Já assistiu? Conta pra mim!

XoXo,
Grazy

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Eu juro que ia falar sobre Stranger Things 2. Assisti duas vezes a temporada nova, mas foi lá em 1932 e parece que não faz mais tanto sentido falar sobre sabe? Porém tem apenas 2 finais de semana que maratonamos aqui em casa a nova estréia “Marvelflix” que foi O Justiceiro.

O ex-fuzileiro Frank Castle só quer punir os criminosos responsáveis pela morte da sua família, mas torna-se alvo de uma conspiração militar. – Netflix.

Fomos apresentados ao Frank Castle na segunda temporada de Demolidor, onde o advogado encontra essa figura vingativa e acaba se envolvendo no seu caso. O Justiceiro se passa após esses fatos e Frank, dado como morto, está vivendo em Nova Iorque como Pete Castiglione e trabalhando na área da construção civil. Percebemos que a morte da família e o desejo de vingança ainda é bem presente, seja nos seus pesadelos, seja nos seus devaneios. Frank volta à ativa como justiceiro depois que Micro descobre que ele está vivo e entra em contato com ele. Micro precisa da ajuda de Frank para voltar para sua família, ele também é dado como morto.

Micro tem em suas mãos um vídeo que incrimina algumas pessoas do alto escalão do exército e marinha americanos, que faziam tráfico de heroína. Eles mataram o parceiro de Dinah, uma agente da Segurança Nacional. Ela de um lado investiga os responsáveis e Frank, de outro lado e com violência, procura o principal responsável.

A temporada foi muito, mas muito boa. Eu passei me segurando e não parava quieta, principalmente no angustiante episódio 12. Ela está cheia de sangue, morte, violência, tiro, porrada e bomba. Para mim a melhor produção da “Marvelflix” até agora. Não há um episódio em que Frank não termine arrebentado.

Pulamos as temporadas de Punho de Ferro e Os Defensores e não há arrependimento. O Justiceiro realmente é uma série ótima pra quem curte ação e não tem nojinho de ver sangue da TV. A temporada, de forma bem sutil, aborda também como a guerra afeta os solados psicologicamente e como estes precisam de ajuda ao voltar pra casa. Um assunto sério mas muito real.

A primeira temporada de O Justiceiro é melhor compreendida se você assistiu a segunda temporada de O Demolidor. Mas confesso que dá pra assistir ela sem ver a anterior, fica tudo meio que explicadinho!

Você já assistiu? Conta aqui pra mim!

XoXo,
Grazy